quinta-feira, janeiro 04, 2007

Ano Novo

Sabem como é. 31 de dezembro. Praia. Invariavelmente estou cercado de familiares, parentes e amigos (que, geralmente, incluem os amigos dos parentes e os amigos dos amigos de ambos), então começo a reparar nas cores das roupas, que, na virada do ano, representam os desejos que queremos ver realizados, e a pergunta que imediatamente surge em minha mente é: “Será tão simples?”.

Será basta desejar e esperar que alguma entidade superior sinta pena de nós e nos mande nossos desejos de forma que eles praticamente caiam na nossa cabeça (porque senão podemos deixar passar desapercebido)? Não, não é. Desejar algo é insuficiente, inútil. As coisas não surgem em nossa vida sem que trabalhe-mos por elas, e, se surgem, são apenas uma anormalidade, um fenômeno isolado, e, por isso, não se pode esperar que aconteça sempre.

Então, se não estiver disposto a controlar seu gênio, não use branco, porque a paz não vez na sua vida. Do mesmo modo, se não estiver pronto para o amor, não use o rosa, porque estará apenas a desperdiçar uma oportunidade que pode não se repetir. Se não pretende usar aquela camisa dourada depois da virada, não a compre, porque vai ser um problema ganhar dinheiro quando você já começa o seu ano o desperdiçando.

Ou seja, neste novo ano, acima de desejar paz, amor ou fortuna, trabalhe por eles. Construa seus desejos neste mundo com suas próprias mãos.

Cotidiano (aproveitando para contar uma cena minha dessa virada)

Dois amigos se reencontram na festa da virada de ano. Um deles, ao notar que o amigo estava com uma roupa normal, o mesmo jeans e camiseta de sempre, pergunta:
- E tu, meu amigo, com essas roupas, o que está desejando para esse ano?
- Não estou desejando nada, rapaz. Ou, quem sabe, eu esteja, sim, desejando algo. Desejando que este ano me surpreenda.

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